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Exclusiva - Fernando Pimentel: Candidatura própria em Minas é bom para o PT e melhor para Dilma

O PT e os partidos da base aliada vivem um momento inédito na história política de Minas, com chances reais de ganhar a eleição para o governo do estado. Prévias nesse momento são absolutamente inoportunas, a não ser que se queira enfraquecer o partido. Nós não tememos a prévia, como não tememos o PED. Acabamos de sair do PED vitoriosos, quem ganhou certamente tem muito mais chances de ganhar de novo. Dois palanques são possíveis dentro da democracia brasileira, mas o melhor é que a ministra Dilma tenha um só, unido desde já. Estas são algumas afirmações e idéias do ex-prefeito Fernando Pimentel, pré-candidato do PT ao governo de Minas, em entrevista exclusiva ao blog. Pimentel fala também de eleições presidenciais, peculiaridades da política mineira a serem respeitas pelos partidos nas eleições desse ano e do melhor momento que o partido vive diante dessa disputa. Veja a entrevista.

Como o senhor avalia a possibilidade de realização de prévias no PT para escolher o candidato a governador?

Embora seja um mecanismo previsto no estatuto do partido, a experiência que o partido tem em relação à prévia é ruim. Em todos os lugares, estados ou situações em que foram feitas prévias envolvendo lideranças importantes e consolidadas do PT, o resultado final é ruim, porque se aprofunda as divisões e enfraquecem-se as futuras campanhas. Nós temos adversários e eles são os externos, não são os internos.

Acabamos de sair de um processo eleitoral interno do PT, o PED, em que um dos lados foi vitorioso, que é o nosso campo. Foi um processo eleitoral que teve todas as características de uma prévia, porque os dois campos se definiram em função das duas pré-candidaturas que havia, a minha e a do ministro Patrus. Não só não vejo necessidade, como acho absolutamente inoportuno, a não ser que a gente queira enfraquecer o partido e a campanha seja de quem for, para governador.

O que pensam as lideranças nacionais do partido sobre as prévias?

Comigo concordam todas as lideranças nacionais do Partido dos Trabalhadores. O ex-presidente Berzoini, o presidente eleito e que vai ser empossado, José Eduardo Dutra; o ex-presidente José Genoíno, o ex-presidente João Paulo, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra Dilma Roussef, todo mundo acha que não deve haver prévias em Minas Gerais. De maneira que acho que está amplamente justificada a nossa postura de querer resolver isso através de um acordo, que não seja um enfrentamento.

E acho deselegante alguém do outro campo dizer que nós tememos a prévia. Nós não tememos a prévia, como não tememos o PED. Acabamos de sair do PED vitoriosos, quem ganhou certamente tem muito mais chances de ganhar de novo. Devemos ser maduros, adultos e tratar a situação política de Minas Gerais com a complexidade que ela tem, com a maturidade que ela exige e não fazer esse tipo de bravata, de argumento rebaixado que não acrescenta nada na discussão política de fato.

Ainda considerando esta inoportunidade, os próprios ritos partidários vão empurrar uma prévia, se houver, muito para depois, perdendo-se um tempo precioso em relação aos concorrentes eleitorais, não é isso?

Exatamente. Perdendo tempo de articulação, perdendo tempo de construção de uma plataforma de governo, o que já podíamos estar nos movimentando nesta direção. Enfim, em tudo por tudo, acho uma idéia fora de propósito. Devemos trabalhar uma candidatura própria do PT a governador do Estado, mas sem prévia, de maneira que o partido já esteja, desde agora, trabalhando na linha correta e não perdendo tempo com a disputa interna que é improdutiva para nós.

Os dois lados querem uma candidatura própria. Isso não deixa claro que o candidato da base aliada deve ser do PT?

Eu acho que o PT deve ter candidato em Minas Gerais por vários motivos. Primeiro porque nós somos o partido do presidente da República, nós temos um presidente reconhecido e aprovado por 80% da população do estado e da população brasileira. Nós somos o partido da candidata do nosso campo, da ministra Dilma, ela é do PT. Nós somos o partido que tem hoje 30% de simpatia partidária no Brasil e em Minas Gerais.

Nós um partido que tem acúmulo de experiência nas sucessivas gestões municipais, não só em Belo Horizonte, mas também em outras importantes cidades do estado. Isso nos credencia a apresentar a Minas um programa de governo que compatibilize o estado com os avanços que houve no Brasil nesses últimos anos. E temos lideranças consolidadas, nomes muito fortes para compor a chapa de governador, chapa majoritária. Por todos esses motivos, acho que ajudaria muito à campanha da ministra Dilma se o candidato da frente democrático-popular – eu trabalho coma idéia de que vamos compor uma frente, não uma candidatura isolada – seja do PT. Esse é o motivo que me leva a defender a candidatura própria.

Esta postura descarta alianças?

Isso implica em que estejamos descartando a idéia de uma aliança e no limite até de compor uma chapa que candidatado a governador seja de outro partido? Não, não estou descartando isso. Estou defendendo legitimamente um ponto de vista meu, e que acho que é da maioria do partido, e nós vamos discutir com sinceridade, com abertura com os outros partidos, especialmente com o PMDB. Esse é nosso ponto de vista, tentando mostrar a eles que o mais adequado para todos nós, não só o PT, mas todos os partidos que compõem esse campo, que o mais adequado é que o candidato seja do PT, identificado claramente, historicamente e partidariamente com o presidente Lula e com a ministra Dilma.

Isso vai nos ajudar na campanha em Minas e na campanha nacional da ministra. Esse é o nosso argumento e estamos abertos a ouvir os argumentos dos companheiros dos outros partidos. Recentemente surgiu, por exemplo, uma grande novidade, que ultrapassa até a questão do PMDB. Vi em algum lugar a sugestão de que o vice-presidente José Alencar venha a ser candidato a governador em Minas Gerais. Ora, isso é uma novidade para nós muito importante e muito boa. Se ele quiser enfrentar esse desafio – não sei se o quer e quero crer que não, pois a última vez que estive com ele, há cerca de 15 dias, ele não mencionou essa hipótese; ao contrário, falou claramente que gostaria de ter uma candidatura no campo legislativo – mas se ele quiser, é um nome fantástico para liderar uma chapa.

Não vejo qualquer problema nisso, acho que devemos ter essa maturidade e contemplar também estas hipóteses. Mas, até que isso seja definido, seja acordado entre todos os partidos com a liderança do presidente Lula e da ministra Dilma, nós vamos continuar defendendo a posição de que o PT deve ter candidato próprio. E aí, vou ser bastante enfático: acho que o melhor candidato, o nome que está mais bem colocado, que é mais competitivo, é o meu nome. Não por razões pessoais, não que eu seja melhor que ninguém, mas por circunstâncias que nos levaram até isso. Estamos saindo de uma gestão muito bem avaliada em Belo Horizonte, temos uma identidade muito grande tanto com o presidente Lula quanto com a ministra que vai ser a nossa candidata a presidente da República e um trânsito fácil e ágil, em todo o mundo político de Minas Gerais, entre os partidos aliados e até mesmo entre os partidos que eventualmente não são aliados, mas que no futuro podem vir a ser.

Uma candidatura do PT em Minas é muito melhor para a ministra Dilma do que a de um outro partido da base aliada, como o PMDB?

Nesse momento eu acredito que sim. Pode mudar? Pode. Pode ser que mais adiante a gente pense de outra forma. Nesse momento, acho que a candidatura do PT ajuda mais à campanha nacional do que de outro partido. Volto a dizer, não quer dizer que vamos eliminar de princípio aliança com outros partidos. Assim como companheiros do PMDB vão defender na mesa de negociação a posição deles, que é o cabeça de chapa, nós vamos defender a nossa.

A presença do vice-presidente José Alencar a disputa por um cargo legislativo ajuda ou complica a formação de aliança na base aliada?

Acho que ajuda. José Alencar é um nome que hoje é um consenso em Minas Gerais. Pela sua trajetória, pela experiência recente de enfrentar a doença como está enfrentando, com essa garra, com essa disposição de vida, tudo isso o torna muito querido de todos os mineiros e dos brasileiros.

Isso ajuda. Se ele colocar o nome dele à disposição, não complica, ajuda. Nós devemos ter sempre essa postura de construir alternativas que vão além do desejo pessoal de cada um dos personagens envolvidos. Eu, por exemplo, coloco meu nome à disposição do partido para uma candidatura a governador única e exclusivamente porque acho que, de fato, na circunstância atual, o meu nome ajuda. Fora isso, eu não disputo nada, não pretendo nada e não coloco meu nome à disposição.

Nem para ser senador, nem vice-governador, nem deputado federal, nem deputado estadual porque acho que aí eu não ajudo. Aí vou cuidar de outra coisa, como da campanha da ministra Dilma, e creio que posso ajudar muito. Não é uma questão pessoal, mas uma leitura do momento político que me leva a esta constatação, e ela é confirmada pelas pesquisas de intenção de voto, por todo o conjunto das relações políticas de Minas Gerais. Espero que todos os personagens confluam para a mesma posição. Vamos fazer uma leitura política da complexidade de Minas e vamos tentar achar um caminho em comum, sem uma aceitação ou negação prévia de qualquer tese que seja.

A última pesquisa da Vox Populi, além de mostrar o crescimento de sua candidatura, mostra também crescimento do candidato do governador Aécio Neves. Isto não serve de alerta ao PT para que resolva o mais rápido possível suas questões e não dê espaço para os adversários crescerem?

Esta pesquisa Vox Populi-Rede Bandeirantes é muito interessante porque gerou duas coisas. Primeiro ela gerou um falso otimismo, vamos dizer assim. Na primeira leitura, todos dizem que o nosso campo vai ganhar fácil do vice-governador Antônio Anastasia, porque o Hélio Costa tem 38% na pesquisa, Pimentel tem 34%, Patrus, que está o menos positivo ali tem 28% e Anastasia fica sempre na casa dos 16, 17%, nos cenários testados.

Isso dá a ilusão de que, usando uma expressão menos respeitosa, qualquer um ganha do Anastasia. Isto é um erro. Não é assim, Anastasia vai ser um candidato fortíssimo por vários motivos. Primeiro porque ele é um quadro muito preparado, muito competente do setor público brasileiro. Não vamos esquecer de que ele foi ministro de Fernando Henrique Cardoso, que tem uma trajetória no setor público. e que acumulou muita experiência de gestão.

Ele é meu amigo de muitos anos, tenho excelentes relações com ele e eu seria o último a desmerecer a trajetória e a capacidade do vice-governador. Segundo, ele tem o apoio muito forte de um governador muito bem avaliado, que é o governador Aécio Neves. Em Minas Gerais Aécio tem 80% de bom e ótimo. Quem desconsiderar estas coisas está fazendo uma análise completamente equivocada. Vai ser uma eleição difícil.

Qual é o segundo ponto da pesquisa que chama a atenção?

Um segundo ponto na pesquisa que chama a atenção é que, mesmo sendo uma eleição difícil, o nosso campo tem uma possibilidade inédita de ganhar eleição. Os três candidatos que sistematicamente aparecem melhor colocados são do nosso campo: o ministro Hélio Costa, eu e o ministro Patrus.

Se tivermos habilidade, maturidade e juízo para fazer uma composição adequada, de fato podemos ganhar. Não é que a eleição seja fácil, mas as chances são reais. Nós nunca tivemos uma situação assim. O campo democrático-popular em Minas nunca teve uma situação como tem hoje, com os três nomes melhores colocados do lado de cá, com o apoio do presidente Lula e ainda, vamos ter a candidata a presidente da República mineira, da nossa geração. Isso tudo nos dá um ferramental fantástico para disputar esta eleição.

O que é preciso para que haja esta composição adequada em Minas?

Volto a dizer, não é eleição fácil, mas é eleição que temos chance real de ganhar. Mas não vamos ganhar se, um, subestimarmos o adversário e, dois, nos dividirmos agora. Nós temos que estar unidos, ter essa aliança com o PMDB é fundamental. Não pode ser uma aliança em que um lado entre descontente com o outro, nada pode ser goela abaixo. Nem nós podemos ter esse sentimento, nem o PMDB.

Não pode ser uma unidade da boca para fora, tem que ser autêntica, forjada no convencimento político. É preciso entender a complexidade do quadro político de Minas Gerais, que é peculiar, diferente do resto do Brasil. Em boa parte do país, o quadro político é de muita radicalização. O presidente Lula, entendendo de maneira muito arguta, como é o feitio dele, esse quadro, desenhou o cenário de uma eleição plebiscitária, nós de um lado e os tucanos de outro. Os oito anos positivos do presidente Lula e os outros oito anos não tão positivos assim, em grande medida negativos, do ex-presidente Fernando Henrique; a nossa candidata versus o candidato deles. Agora, em Minas, regionalmente, não existe muito esse desenho.

O eleitor até pode fazer essa leitura quando ele considera o quadro nacional, mas no quadro local ele não faz essa leitura. Por quê? Porque como o governador Aécio Neves trabalhou oito anos de maneira parceira com o presidente Lula e foi tratado pelo presidente Lula como um parceiro, o eleitor mineiro não vivenciou essa polarização. A primeira vez que Lula veio a Minas logo depois de eleito, ele visitou a cidade de Itinga. Eu estava lá, eu era prefeito e muitos ministros estavam lá. Lula, no palanque, chamou o governador Aécio Neves de irmão. Tinha acabado de ser eleito e o governador também, numa eleição em que o governador Aécio Neves derrotou o PT, derrotou o nosso candidato, que era o Nilmário, na ocasião.

Não estou falando da reeleição, mas da primeira eleição do Lula. Eu não vi o Lula fazer isso em outros estados com governadores do PSDB, só fez aqui. Estou contanto essa história para dizer que esse ambiente político que engendrou, por exemplo, a aliança que fizemos em Belo Horizonte, não é uma ficção, não é uma invenção da cabeça do então prefeito de BH e do governador. Ele correspondia à realidade dos fatos em Minas Gerais e ao desejo dos eleitores do estado e de Belo Horizonte.

Por isso é que teve sucesso, por isso é que elegemos o prefeito Márcio Lacerda. E é por isso que agora os eleitores mineiros estão satisfeitos com o modelo político que, de alguma forma, eles construíram. O modelo da parceria e da convivência. Estão satisfeitos porque o Aécio tem 80% de bom e ótimo e o Lula tem 80% de bom e ótimo em Minas Gerais. O eleitor votou duas vezes em Aécio e Lula, um do PSDB e outro do PT, e está satisfeito. Isso vai mudar nessa eleição agora? Provavelmente não.

Provavelmente o eleitorado estará à busca de uma candidatura que expresse esse modelo político, que expresse essa capacidade de convivência, esse trânsito mais amplo em todos os setores, não estará à busca de uma radicalização, não estará à busca de alguém que queira reafirmar os princípios ideológicos e históricos dos partidos de esquerda; e nem à busca de quem queira implantar um modelo de gestão administrativa strictus sensus, sem levar em conta todas as determinantes sociais que temos em Minas Gerais, e tampouco estará em busca de uma candidatura que não expresse nem uma coisa, nem outra, que é a de um partido que fica mais ou menos no centro, indefinido.

O senhor acredita que este sentimento persiste?

Se não estou muito enganado, a eleição de Minas tem uma peculiaridade: o eleitor de Minas o eleitor vai querer alguma coisa que reproduza essa convivência destes últimos oito anos. Talvez no plano nacional ele entenda a disputa polarizada e com certeza entende, porque o comparativo dos oito anos do PSDB com os oito anos do PT do presidente Lula é inegavelmente muito diferente e essa polarização é efetiva.

Mas em Minas não foi assim. Por isso é que eu acho que a nossa candidatura é mais competitiva, nesse momento, do que a dos demais companheiros. Não tem nenhum demérito para os companheiros, não é dizer que um é melhor do que o outro. Isso não existe, não é uma questão pessoal, todos têm méritos, têm trajetórias respeitáveis.

Mas temos que ter a maturidade de entender de quem é aquele momento, ou melhor, este momento político, esta conjuntura política. Isso que estou falando pode não valer mais daqui a quatro anos e certamente pode não ter valido quatro anos atrás, mas hoje vale e nós vamos disputar a eleição é hoje, é nesse cenário. Se quisermos ser competitivos e ter chance de ganhar, temos que ter essa maturidade. Agora, se queremos só marcar posição...

É possível dois palanques para a ministra Dilma em Minas Gerais?

Dois palanques é uma possibilidade na democracia brasileira. Eu não acho bom, que seja ideal e a maioria dos companheiros que estão analisando esta questão também não acham.

O ideal é ter um palanque só, desde o início, nós fazermos uma frente adequada e apresentarmos ao eleitor mineiro uma proposta que reflita o desejo do eleitor em Minas, a manutenção desse modelo de convivência e nacionalmente signifique continuidade do governo do presidente Lula, com os avanços necessários que estão sendo construídos. Acho que pode ter dois palanques, mas não devemos buscar esse objetivo, devemos perseguir a unidade.

Qual a metodologia para se buscar um candidato da base aliada em Minas Gerais?

Há uma proposta de um grupo de deputados federais que é o seguinte: seria feito um conjunto de pesquisas de opinião, qualitativas e quantitativas, que daria um cenário com vários indicadores para que os candidatos e partidos envolvidos, de comum acordo, examinem a bagagem de dados os tomasse como referencial para a decisão política a ser tomada, por consenso. Acho esse caminho bom, uma boa proposta inicial de conversa. Isso significa que é preciso levar em conta o quadro político de Minas levando em conta sua complexidade. E acho que, no nosso campo, temos que ouvir a opinião dos dois personagens mais importantes dessa história que serão, necessariamente, o presidente Lula e a ministra Dilma.

Tags: aliança pt pmdb, dilma, dilma rousseff, eleições 2010, eleições presidenciais, entrevista pimentel, fernando pimentel, governo minas, governo minas gerais, hélio costa

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Árley Batista Paim Comentário de Árley Batista Paim em 3 fevereiro 2010 às 15:33
Boa tarde a todos,
Nosso futuro governador Fernando Pimentel,fala muito bem e mostra que realmente entende o momento politico de Minas. Tambem acho que o momento politico atual seja favorável à Pimentel, compartilho de suas ideias.
Abraços
Maria Costa Comentário de Maria Costa em 1 fevereiro 2010 às 10:50
Ah......nosso futuro Governador.....fala bonito demais!!!Qdo eu crescer quero ser igual a ele!!!Parabéns Fernando!!!Sucesso sempre!!!
Abraços
Maria Costa

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